A República Árabe da Síria é um país no Sudoeste Asiático, e faz fronteira com o Líbano e o Mar Mediterrâneo a oeste, Israel no sudoeste, Jordânia no sul, Iraque a leste, e Turquia no norte. Sua capital, Damasco é largamente reconhecida como uma das cidades mais antigas continuadamente habitadas do mundo. A Síria de hoje foi criada como mandato francês e obteve sua independência em Abril de 1946, como uma república parlamentar. O pós-independência foi instável, e um grande número de golpes militares e tentativas de golpe sacudiram o país no período entre 1949-1970. A população predominante é de muçulmanos sunitas, mas com uma significante população de Alauitas, Drusos e minorias Cristãs.

Síria possui uma história que remonta a tempos muito antigos, marcada fortemente pela influência e rivalidade de Mesopotâmia e Egito. Depois de ser ocupada pelos persas a Síria foi conquistada por Alexandre Magno. Na época helênica passou a ser centro do reino dos Seleúcidas e se converteu em província romana no século I a.C.. Grandes cidades se desenvolveram nessa região como a mítica Palmira, uma das mais originais, que servia como descanso de caravanas.

Com o auge do Islã, a Síria foi um dos focos mais brilhantes da civilização árabe, sobre tudo na época do califado Omeya (Damasco, 660-750) e da Dinastia dos Hamdaníes (Alepo, 944-1003). Porém, pela sua situação, foi objeto de ambição estrangeira o que conduziu a divisão do seu território. Os cruzados se estabeleceram na Síria durante algum tempo e construíram importantes fortificações, como o Crac dos Cavalheiros. Finalmente em 1516, Síria passou a formar parte do Império Otomano. Turca até 1918, foi então dividida em duas partes: uma sob mandato francês, que compreendia a Síria e o Líbano atual, e a outra baixo mandato britânico, composta por Palestina, Transjordania (atualmente Israel e Jordânia) e Iraque.

A maioria da população da Síria vive no vale do rio Eufrates, uma faixa fértil entre as montanhas costeiras e o deserto.

O país conserva atividades artesanais tradicionais, como o trabalho em metal, madeira como a ebanisteria, couro como a tafiletería e trabalhos em seda. Ainda se pode encontrar em Damasco, Hama e Aleppo tecedores de seda trabalhando em seus teares de madeira, como faziam seus ancestrais. Sopradores de vidro em fornos de cerâmica recordam seus antepassados que descobriram como colorir o vidro a 3.000 anos atrás. Os artistas ainda desenham heróis épicos quase idênticos aos que estão gravados nas pedras por seus antepassados do ano 3.000 a.C..

É imensa a variedade e originalidade dos objetos locais. É possível se encontrar sedas, jóias e tapetes . Nos antiquários se encontra azulejos antigos, artesanato beduíno e muitos outros objetos. As toalhas de mesa bordadas e a roupa tradicional são característicos sobre tudo o Kafiyyeh, que é um lenço para a cabeça,. Em Damasco são famosos os cofres e os jogos de Backgamon, com incrustações de nácar, Os trabalhos em couro e vidro, são igualmente atrativos. Narguillés e essências são característicos. Em Alepo são famosos os sabões de azeite de louro, assim como os pistaches. Os doces e bombons.