O Egito ou República Árabe do Egito é um país do norte da África que inclui também a península do Sinai, na Ásia, o que o torna um estado transcontinental. Com uma área de cerca de 1 001 450 km², o Egito limita a oeste com a Líbia, a sul com o Sudão e a leste com a Faixa de Gaza e Israel. O litoral norte é banhado pelo mar Mediterrâneo e o litoral oriental pelo mar Vermelho. A península do Sinai é banhada pelos golfos de Suez e de Acaba. A sua capital é a cidade do Cairo. É um dos países mais populosos de África. A maioria da população, estimada em cerca de mais de 80 milhões de habitantes, vive nas margens do rio Nilo, praticamente a única área não desértica do país.

O país é conhecido pela sua antiga civilização e por alguns dos monumentos mais famosos do mundo, como as pirâmides de Gizé e a Grande Esfinge. Ao sul, a cidade de Luxor abriga diversos sítios antigos, como o templo de Karnak e o vale dos Reis. O Egito é reconhecido como um país política e culturalmente importante do Médio Oriente e do Norte de África. A sua economia baseia-se principalmente na agricultura, exportações de petróleo e turismo.

Os primeiros vestígios de ocupação humana no vale do Nilo datam do período paleolítico. No décimo milênio a.C., uma cultura de caçadores e de pescadores dominavam o Egito. Em torno de 8000 a.C., mudanças climáticas e o abuso formaram o Saara. Povos tribais migraram para o Vale do Nilo, onde desenvolveram uma economia agrícola e uma sociedade mais centralizada. Por volta de 6000 a.C., a agricultura organizada e a construção de grandes edifícios havia surgido no Vale do Nilo. Durante o neolítico, diversas culturas pré-dinásticas desenvolveram-se de maneira independente no Alto e no Baixo Egito, mas com contatos comerciais frequentes. Os primeiros exemplos de inscrições hieroglíficas egípcias apareceram no período pré-dinástico, em artefatos de cerâmica datados de cerca de 3200 a.C. Cerca de 3150 a.C., o rei Menés (ou Narmer) fundou um reino unificado e estabeleceu a primeira de uma sequência de dinastias que governaria o Egito pelos três milênios seguintes. A cultura egípcia floresceu durante este longo período e manteve traços distintos na religião, arte, língua e costumes. Às duas primeiras dinastias do Egito unificado seguiram-se o período do Antigo Império (2700-2200 a.C.), famoso pelas pirâmides. O Novo Império (1550-1070 a.C.) teve início com a XVIII Dinastia e marcou a ascensão do Egito como potência internacional que, no seu auge, se expandiu para o sul até a Núbia. Alguns dos faraós mais conhecidos pertencem a este período, como Tutmés III, Akhenaton e sua mulher Nefertiti, Tutankhamon e Ramsés II.

A arte egípcia, até os dias de hoje, refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do antigo Egito localizada no vale do rio Nilo no Norte da África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na região durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3000 anos antes de Cristo e demarcando diferentes épocas que auxiliam na clarificação das diferentes variedades estilísticas adotadas: Período Arcaico, Império Antigo, Império Médio,Império Novo, Época Baixa, Período ptolemaico e vários períodos intermediários, mais ou menos curtos. Mas embora sejam reais estes diferentes momentos da história, a verdade é que incutem somente pequenas nuances na manifestação artística que, de um modo geral, segue sempre uma vincada continuidade e homogeneidade. A breve invasão francesa do Egito em 1798, chefiada por Napoleão Bonaparte, resultou num grande impacto no país e em sua cultura.

O tempo e os acontecimentos históricos encarregaram-se de ir ocultando os vestígios desta arte ancestral, mas, mesmo assim, foi possível redescobrir algo do seu legado no século XIX, em que escavações sistemáticas trouxeram à luz obras capazes de fascinar investigadores, colecionadores e mesmo amadores.

Os egípcios obtiveram notáveis progressos nas artes, nos ofícios e em algumas ciências. Confeccionaram habilmente instrumentos, armas e ornamentos em pedra, cobre e ouro. Com o papiro, criaram uma escrita própria, cujos signos eram conhecidos como hieróglifos. A partir do momento em que se decifraram os hieróglifos na Pedra de Roseta foi possível dar passos seguros no caminho da compreensão da cultura, história, mentalidade, modo de vida e naturalmente da motivação artística dos antigos egípcios.